domingo, 5 de novembro de 2017

ATELIÊ LIVRE DE GRAVURA DA FAV
PARTICIPANDO DA FARGO -
FEIRA DE ARTE GOIÁS

              Aconteceu em Goiânia a Feira de Arte Goiás - FARGO - na Vila Cultural Cora Coralina entre os dias 19 e 22 de outubro deste ano - 2017. Eram vinte estandes ocupados por Galerias de Arte e coletivos de artistas, além de alguns trabalhos de artesanato, livrarias e editoras com publicações no campo das artes, lojas de molduras e de papéis para arte e insumos artísticos, colecionadores e uma representação da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás - com trabalhos selecionados de alunos de graduação do curso de Artes Visuais.

           Participamos da Feira com o "Ateliê Livre de Gravura da FAV" - coletivos de artistas gravadores que trabalham com os mais diversos processos de gravura, desde os mais conhecidos até trabalhos experimentais e de pesquisa de pós-graduação. Participam do Ateliê Livre de Gravura alunos e ex-alunos de mestrado e doutorado assim como artistas da comunidade, sob minha coordenação. São artistas-gravadores que querem desenvolver um trabalho conjunto e constituir um espaço de produção, discussão e troca de experiências.

              Participaram do estande os artistas Célia Gondo, Dóris Pereira, Filomena Gouvêa, Hélder Amorim, Ilda Santa Fé, Luciene Lacerda, Márcio Júnior, Vinícius Yano e ZèCésar Clímaco.





vistas do estande






          






Montagem do estande - expositores Ilda Santa Fé, Filomena Gouvêa e ZèCésar


Expositores  Filomena Gouvêa, Ilda Santa Fé, Marcio Jr, Dóris Pereira e ZèCésar


Márcio Jr e ZèCésar


ZèCésar Filomena Gouvêa e Ilda Sante Fé








sexta-feira, 28 de abril de 2017


FOTOMETRÓPOLIS

ZÈCÉSAR 
EXPOSIÇÃO - VILA CULTURAL CORA CORALINA - GOIÂNIA - 
de 26 abril a 5 de junho de 2017

Eu fotografo esporadicamente. Não sou fotógrafo profissional, no sentido estrito da palavra, utilizo uma câmara automática que tem uma boa resolução. Faço minhas fotos a partir de meu olhar e experiência de artista – observo (como eu olho a realidade ou a vida), sem pretensão de ‘tirar uma foto’, admiro, curto, me delicio com o que eu estou vendo, nunca vejo as coisas através da lente da máquina. Só depois de vê-las vagarosamente penso em fotografar, e me demoro escolhendo um ângulo, uma posição ou um recorte específico.
Entre minhas fotos estão vistas urbanas, conjuntos de edifícios ou paisagens emolduradas por edifícios, sem preocupação documental. Me preocupo mais com o encanto – e, por vezes, o espanto - da imagem, o enquadramento, a expressividade. Tenho cada vez mais incorporado a fotografia como uma linguagem artística a mais entre os meus processos de trabalho, embora eu careça de mais informações sobre suas técnicas.
Retrabalho algumas fotos no computador, com ferramentas primárias de computação (com programas simples como Windows Live Galeria de Fotos, Paint e Microsoft Office Picture Mannager). São apenas ligeiras ‘correções’ acentuando ou reduzindo a luminosidade, clareando ou escurecendo, realizando pequenos (ou grandes) cortes para refazer a composição.
Nessa exposição, porém, fui mais além. Alterei radicalmente as imagens – interferindo nas cores, nas dimensões, em proporções, etc. – tirando-lhes um pouco de sua característica de fotografia, transformando-as quase em uma gravura ou algo semelhante. A ideia é um pouco essa – dar-lhe alguma semelhança com a gravura ou uma dessemelhança com a fotografia. Tampouco é uma ideia muito obsessiva – pode parecer ou não uma foto ou uma gravura, não importa tanto. Busco uma originalidade qualquer, ou, talvez, uma certa individualidade.
Os trabalhos são impressos com pigmento mineral em papel 100% algodão, (Cansón Edition Etching Rag 310 g/m2. )
ZÈCÉSAR         
Goiânia, 25 de abril de 2017

Vista da sala de exposição
 Peru - Lima (47)

 São paulo (30)

 Juiz de Fora (1)

 SãoPaulo (22)

Goiânia - arco-iris (3)

 São Paulo (1)

 México + Alcântara

 México DF (54)

México + São Paulo

México DF (40)

 Vistas da sala de exposição





quarta-feira, 19 de abril de 2017

Estou realizando uma nova exposição

 - Fotometrópolis

Abertura na próxima terça feira,  dia 25 de abril, na Vila Cultural Cora Coralina, a partir das 19 h. Fica até 5 de junho de 2017




quarta-feira, 8 de março de 2017




Há muitos anos fiz esse despretensioso trabalho para dar noções básicas de conservação de gravura 
e papéis a meus alunos. Recentemente o encontrei e pensei que deveria socializá-lo a todo o mundo
 e, quem sabe, abrir para novas sugestões, atualizações, correções, aprofundamento... etc.



GRAVURAS
ALGUMAS SUGESTÕES PARA EMOLDURAR E GUARDAR (Gravuras e papéis)

Prof. José César Teatini de Souza Clímaco*

·           Guardar as gravuras sempre em uma posição plana. Não enrolar nem para transporte.
·           Cobri-las com um papel de seda (papel de Ph neutro) até o momento de serem emolduradas.
·           Nunca por nenhum objeto sobre as gravuras
·           Perto de uma gravura não deve haver nunca nenhum tipo de liquido
·           Não expor a gravura diretamente à luz do sol ou a um foco de luz intenso
·           Não guardar as gravuras em sótãos ou subterrâneos, ou em lugares muito fechados ou úmidos.
·           Não misturá-las com papéis ou gravuras contaminadas por fungos. Estas, por sua vez, devem ser enviadas a restauradores profissionais, não tentar limpá-las com quaisquer produtos químicos, sem uma orientação destes profissionais.

A MOLDURA
·     Não emoldurar a gravura (ou qualquer obra em papel) em contato direto com o vidro (evitar moldura tipo "sanduíche"). O vidro não deve encostar na gravura ou no papel da gravura, deve haver um espaço de alguns milímetros entre o vidro e a gravura, para o papel "respirar" (a condensação de umidade dentro da moldura pode causar manchas). Para isso é melhor utilizar um paspatur (ou passe-partout) espesso (ver desenho).
·      Utilizar um paspatur duplo, que proteja as duas faces do papel: pela frente, deixando uma janela que deixe ver a gravura completa; por trás cobrindo toda a extensão do papel, isolando-o do contato com o Duratex ou compensado (ver desenho).
·        O papel do paspatur deve ser neutro, isto é, sem acidez, deve ter um PH neutro. Não deve ser um papel feito de pasta de madeira, porque tem um caráter ácido e provoca deterioramento da gravura depois de um certo tempo, com manchas e mofos.
·      Colar a gravura no paspatur com tiras ou cantoneiras de papel de seda ou papel japonês, cobertos com uma cola neutra: uma cola solúvel em água, um grude de amido ou uma cola de origem animal. Não se devem usar colas derivadas do petróleo, nem fita crepe ou durex. A cola branca, tipo Tenaz, também deve ser evitada.


·    O duratex ou compensado de fundo (ou o próprio passe-partout de fundo) pode ser neutralizado (pintado) com tinta PVC para cortar sua acidez e evitar transmitir fungo à gravura. Mas melhor do que o Duratex, usado normalmente, é o foam que é neutro e mais leve, embora um pouco mais caro.
·       Não permitir o corte das margens de uma gravura. A assinatura do artista, o título e o número da edição devem estar bem visíveis.

A GRAVURA NA PAREDE
·       A gravura não deve ser pendurada muita pegada à parede, para evitar a umidade que a parede pode transmitir ao trabalho. Nesse caso pode-se usar quatro fatias de rolha, coladas nos cantos do verso do quadro, que garantem a circulação do ar e isolam a umidade. Evitar paredes externas que recebem muita umidade.
·       Evitar o sol ou luzes muito fortes diretamente sobre o quadro. A luz e o calor podem prejudicar tanto o papel quanto as cores da gravura.
·       Limpar e controlar com frequência as molduras já que podem ser um foco importante de pó, insetos, mofo, etc.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
DAWSON, John. Guia completa de grabado e impresión. Madrid, H. Blume, 1982
VIVES, Rosa. Dei cobre al papel, la imagem multiplicada. Barcelona, Icaria, 1984
MORAES, Angélica de. Gravuras, compreensão e conservação. Porto Alegre, Cambona Centro de Arte. Webster Arte Editoração, 1984.

terça-feira, 29 de março de 2016

EXPOSIÇÃO CIDADES 

ZÈCÉSAR

PLUS GALERIA

12 DE MARÇO A 16 DE ABRIL DE 2016-03-25
Rua 114, n. 70, Setor Sul, Goiânia/Goiás/Brasil

A exposição está distribuída em três salas.
Na primeira estão 'cidades montadas dentro de caixinhas'... 
não é um trabalho novo dentro da série Metrópolis, as caixas já apareceram na primeira exposição. Desde o início da série foram realizadas algumas, e foram recentemente retomadas – se é que se pode dizer que alguma vez foram abandonadas – com um sentido lúdico e, talvez, com alguma diferenciação em sua execução.
Cidades encaixotadas. De certa forma a expressão remete ao crescimento desordenado das cidades, das metrópoles superpovoadas, da qualidade de vida da cidade grande, das favelas ou de bairros repletos de edifícios sem espaço adequado de circulação.
São recortadas e coladas como um quebra cabeça, formas como de portas, janelas, prédios e casas, dentro de caixas de tamanhos ou formatos diversos (não maiores que cinqüenta centímetros) – caixas encontradas, embalagens de diversos materiais.









A segunda sala é composta de trabalhos feitos em caixas de computadores 
 – portanto, trabalhos tridimensionais - de tamanhos em torno de trinta por quarenta por quinze centímetros (altura, comprimento e largura).

Foram ‘gravadas’ nessas caixas portas e janelas baseadas 
nas janelas fotografadas na Cidade de Goiás, antiga capital do Estado, de forma que remetessem a seus casarios coloniais – sem, claro, qualquer pretensão de ‘reprodução’ fiel da realidade.

Cada caixinha é uma casa. 
O que significa que se poderia até pensar em uma proposta de montagem que simulasse uma cidade. Mas não necessariamente. São quatorzes caixas-casas.






A última sala se compõe de oito litografias a a seco, processo que tenho investigado desde  início do ano de 2014. É um procedimento desenvolvido pelo canadense Nick Semenoff, muito utilizado por Raul Cabello, professor na Universidad Nacional Autónoma de México, onde aprendi os rudimentos que me permitiu explorá-lo no ateliê da Faculdade de Artes Visuais da UFG.
A litografia a seco consiste na realização de um processo litográfico em uma chapa de ofsete, em que não se utiliza água como no processo tradicional em pedra. Aplica-se sobre a chapa desenhada uma camada fina de silicone. O silicone é que repele a tinta, permitindo que somente a imagem seja entintada.
Em geral as matrizes foram realizadas com mais de uma técnica combinadas. Mas, me vali da experimentação de transferência de fotocópias de fotografias feitas por mim ou de folhetos de propagandas imobiliárias, complementadas com lápis 6B, caneta bic, tonner e goma arábica. Fiz também algumas experiências com desenho com ponta seca e mini retífica sobre a chapa coberta com silicone. 

Realizei ainda algumas impressões com duas chapas de desenhos diferentes sobrepostas, em geral uma imagem de árvores sobre imagens de edifícios, ou vice versa, como uma forma de fazer um contraponto entre a aridez da cidade e a natureza.
 (matriz)